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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Derradeiro amor

Perdoa quando eu confundi seu rosto
Perdoa quando eu troquei seu nome
E quando entreguei aquilo que era pra você
Pra um alguém que não pôde receber

Perdoa quando eu pensei que você não fosse chegar
Perdoa quando, na noite fria, eu queria chorar
Foi quando parecia infinita sua ausência provisória
E muitas vezes sua futura presença, ilusória

Perdoa quando eu desejei outro abraço
Perdoa quando vi nossos filhos em olhos que não eram seus
E quando projetei meu futuro
No caminho contrário dos seus passos

Perdoa quando eu destinei outras letras
Perdoa quando eu gastei minha inspiração
E quando eu coloquei barreiras
Deixando você de fora do meu coração

Perdoa quando eu deixei de acreditar
Perdoa quando eu me esqueci de te chamar
Pra finalmente ser acordada
Mas de novo voltar a sonhar




domingo, 25 de abril de 2010

AfterWhile

É bom contemplar o brilho do sol após a tempestade

Extremamente confortante pisar em terra firme passada a tormenta

É maravilhoso aterrissar depois da turbulência

Confortante organizar tudo após o furacão


It won't hurt you, afterwhile



Depois de um tempo, isso não vai lhe machucar

Depois desse tempo, não haverá mais dores

O pranto vai ser trocado por alegria

A esperança será renovada

E você poderá respirar novamente


É bom avistar a paisagem depois de escalar a montanha

Indescridível o calor do amanhecer depois da noite fria

É revigorante acreditar em mais uma chance

It won't hurt you, afterwhile

segunda-feira, 22 de março de 2010

SUFICIENTE

Basta uma palavra
E os leões perdem a fome
E o fogo já não consome
Basta uma palavra
E o menino vence o gigante
E um exército nasce de ossos
Basta uma palavra
E a água agora é vinho
E a terra para de girar
Basta uma palavra
E as estrelas se enfileiram
E uma passarela surge no mar
Basta uma palavra
E a estéril gera um profeta
E uma botija não é o bastante
Basta uma palavra
E o peixe não digere
E a tormenta não prevalece
Basta uma palavra
E um pão vale por mil
E a morte não é o fim

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ela


Acorda. Respira. Anda. Escova. Engole. Cuida. Arruma. Conversa. Pensa. Sai. Espera. Agradece.

Ouve. Pisca. Abre. Vira. Muda. Atravessa. Paga. Exercita. Ri. Gasta. Empobrece.

Volta. Sobe. Relaxa. Refresca. Olha. Beija. Lembra. Ama. Liga. Esquece.

Sinaliza. Cogita. Viaja. Derrama. Anula. Chega. Transforma. Trabalha. Aparece.

Imprime. Investiga. Registra. Transmite. Atende. Instrui. Blefa. Aborrece.

Avança. Arrisca. Lança. Conta. Descobre. Conclui. Reconhece.

Opina. Reclama. Grita. Fala. Exagera. Enlouquece.

Clama. Rende. Chora. Entrega. Obedece.

Demora. Planeja. Faz. Acontece.

Falta. Engana. Entristece.

Divaga. Perece.

Adormece.

quarta-feira, 10 de março de 2010

You live. You learn.

Impossível ouvir Alanis e não lembrar da minha adolescência.
E talvez eu me sinta um pouco assim exatamente agora: adolescente.
Cheia de indagações e questionamentos, incertezas e tempestades extremamente potencializadas.
Mas a Mulher que também existe aqui fala mais alto que a adolescente que escutava Alanis.
Sua voz não é tímida. E ela é tão segura! Ela não tem medos. Arrisca, assume, encara.
Sabe que é dona da sua história, sabe que as escolhas estão ali, prontas para serem feitas e as consequências? Serão adotadas sempre com a cabeça erguida.
Ela me espanta! Ela prefere ser feliz.
Enquanto a adolescente busca lembranças e melancolias, ela opta por olhar pra si, afinal de contas sabe exatamente seu valor.
Ela vive, ela se permite.
Ela sorri pro mundo enquanto a outra chora no banho a fim de que as lágrimas se confundam.
Ela anda a passos largos e vibrantes enquanto a coitada se arrasta para o rotina. Ela é resolvida. Ela me espanta!
Na verdade, isso só é possível porque ela aprendeu, ela viveu.
Viveu situações que ainda não aconteceram pra adolescente que ouvia Alanis.
Esta, atemporalmente se contempla assustada, feliz mas assustada.
Por saber que um dia não sofrerá mais por coisas inevitáveis.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Domingo

Deixei minha sensatez de lado
Embarquei numa viagem com destino a ilusão
Só pra te encontrar
Na imagem lúdica, ali estás
Brinco de te ter
Mergulho no abismo dos teus olhos
Me lanço sem saber ao certo
Se teus braços irão me segurar
Nesse jogo não existem regras
Nem tempo, nem hora, nem lugar
A emoção que provocas, exagera!
Me prende, me envolve, me acelera
Como deter essa ebulição?
Se eu quero, eu escolho me arriscar?
Como acabar logo com isso?
E estar de uma vez por todas
No centro do teu olhar?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Lookin´ for a reason

Perdi o sono...
Resolvi escrever, tentar traduzir tudo que estou sentindo, tudo que estou vivendo. Resumir em palavras o meu momento e talvez enxergar de uma vez minha essência.

Tomar decisões: tarefa difícil.
Tocar o futuro com mãos trêmulas, geladas.
Arriscar.
Trocar o certo infeliz pelo duvidoso que pode ser feliz.
Estar sujeito a possibilidades, incertezas, especulações.
Jogar com a própria existência, tentar.
Rasgar o protocolo.
Assumir a possível derrota.
Comemorar a possível vitória.
Apostar todas as fichas que você juntou.
Recomeçar.
Quebrar a rotina e ser honesto consigo mesmo.



Vagando pelo noite eu já estou. Espero encontrar logo meu lugar neste mundo.